O efeito de chorus remete a sonoridade preenchida e
peculiar dos coros vocais. A essência desse fenômeno sonoro é a imprecisão da
afinação entre os cantores.
Diferente
dos instrumentos musicais, a voz humana não é uma “máquina”, e sendo assim, é
praticamente impossível obter, de maneira precisa, o mesmo tom em 10, 20 ou
mais pessoas cantando simultaneamente. É possível afirmar que num grupo de
cantores há sempre um leve desvio na tonalidade dos músicos, assim como no
tempo. Embora isso possa parecer errado ou pouco estético, são exatamente esses
atrasos e desafinações que trazem a um coro sua sonoridade característica.
Em meados dos anos 30, ao notar essa
particularidade alguns dos órgãos Hammond
passaram a apresentar uma função chamada “chorus
generator” em seus instrumentos. O objetivo desse adicional era atrasar
parte do sinal original e causar leves desafinações em razão de um circuito oscilador
de frequência (LFO). O resultado é
uma modulação sonora agradabilíssima, remetendo a um som “angelical” e
romântico. Esse, provavelmente, foi o primeiro instrumento a oferecer esse
efeito.
Mais tarde, em meados dos anos 70, surge o
enigmático amplificador Rolland Jazz
Chorus, que transportou esse efeito para as guitarras. A empresa BOSS foi a primeira a comercializar o
módulo desse efeito em formato de pedal, dando origem assim, ao CE-1 e seu sucessor CE-2, este que provavelmente foi o mais renomado de todos. Alguns
músicos confundem o pedal Univibe,
amplamente utilizado por Jimi Hendrix
nos anos 60, como sendo o primeiro chorus.
Porém, analisando com mais profundidade, é possível afirmar que o Univibe causa uma modulação de fase,
característica do phaser, enquanto o chorus apresenta modulação de tom.
Nos anos 80,
o chorus passou a ser largamente
utilizado por vários guitarristas, perdurando até os tempos atuais.
São muitos os exemplos, estilos e formas
de utilização desse efeito:
· Kurt Cobain,
na introdução inesquecível de Come as you
are.
· Slash / Izzy Stradlin, utilizando o Chorus somado a um compressor em Knock on Heavens door
· Andy Summers, que utilizou em inúmeras músicas, porém um
registro impecável é Message in a bottle
· Zakk Wylde
em See you in the otherside, no período
em que excursionava com Ozzy Ousborne.
· Jhon Petrucci na memorável introdução de Pull me under.
· Kirk Hammett, do Metallica, na introdução de Nothing else matters, além de Enter sandman
Não demorou
muito até que os baixistas percebessem o quanto esse efeito ficava sonoro em
seus instrumentos. Dois dos grandes utilizadores são os memoráveis Duff McKagan do Guns n´Roses e Geddy Lee
do Rush, que dispensa apresentações.
Ao projetar
o HEAVEN
SOUND CHORUS, a PALEARI CUSTOM SOUND desenvolveu
vários métodos de pesquisa e aprimoramentos para que esse chorus fosse além de agradável, transparente, harmonioso e orgânico
ao estilo clássico. Fato que o diferencia dos mais modernos e digitais efeitos
semelhantes, disponíveis no mercado atualmente. Nosso exemplar desse efeito não
apresenta o “ganho extra” e o ruído indesejado, que foram as “pedras no sapato”
dos antigos modelos.
Sem muitas
“firulas”, o HEAVEN SOUND CHORUS possui dois únicos parâmetros: o RATE que controla a frequência da
oscilação da “desafinação”, e o DEPTH
que rege os limites que esse fenômeno vai apresentar. Um pedal ao melhor do
estilo “curto e grosso”, apresentando um resultado conciso e presente.
Em breve
discutiremos algumas utilizações desse efeito mais a fundo.
De maneira
idêntica a todos os outros produtos da PALEARI CUSTOM SOUND, o HEAVEN
SOUND CHORUS é confeccionado à mão e com componentes que passam por um
rigoroso processo seletivo, visando a maior qualidade do resultado para o
músico. Vale ressaltar que nossos pedais são alimentados por 9 Vdc, através de um conector P4 no padrão BOSS (negativo no centro do conector). Também possuem chaveamento true by-pass, que garante a
originalidade do sinal com o pedal desligado.
Tenha essa experiência
a seus pés!





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